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Empreendedorismo na veia

Associativismo

01.08.2019  |  50 visualizações

A saúde no país oferece amplas possibilidades profissionais que vão desde atuação em hospitais e clínicas, até combinações entre saúde e bem-estar, com foco na melhoria da qualidade de vida das pessoas. Dados do IBGE mostram que, em 2018, a população superou os 200 milhões de habitantes, o que faz do mercado brasileiro o 8º maior do mundo, público que, inevitavelmente, dependerá dos serviços de saúde.

Um dado que reforça esse potencial é que o SUS não tem sido suficientemente eficaz para contemplar as necessidades da população, levando 20% a optarem por planos privados. Com esse cenário, cada vez mais médicos investem na carreira como empreendedores.

- Um dos maiores desafios na atualidade está na formação dos profissionais médicos. As faculdades de medicina não tratam desse tema, ou atualmente pouco tratam. Isso faz com que os médicos ingressem no mercado de trabalho precisando, muitas vezes, deste olhar empreendedor e não sabem por onde começar - explica a diretora da Foernges Comunicação, empresa parceira da AMRIGS, Cristine Foernges.

Para empreender é indispensável unir uma boa dose de coragem, de criatividade e até mesmo de imaginação, uma vez que ele precisa oferecer algo diferente do que a sua concorrência proporciona, sendo atraente para o seu público-alvo e lucrativo do ponto de vista financeiro, visto que nenhuma empresa sobrevive sem dinheiro.

- Acreditamos que o grande erro está em simplificar demais os processos. Empreender requer muito conhecimento e a ausência desse pode gerar problemas jurídicos, trabalhistas e até mesmo com a Receita Federal, por descuidar das obrigações legais, carga tributária, fluxo de caixa, entre outros. É importante que o médico delegue o que não consegue absorver e para isso, ter uma equipe de confiança por perto é fundamental, para que ele possa ser integralmente médico e cuidar dos pacientes sem qualquer preocupação com a burocracia que um consultório ou clínica exigem – completa Cristine.

Uma das tendências no mercado é a formação de clínicas conjuntas com a atuação de diversos profissionais no mesmo ambiente, dividindo custos e simplificando operações. Quanto aos melhores formatos de atuação, o médico pode escolher entre MEI (Micro Empresa Individual), PJ (Pessoa Jurídica) ou EIRELI (Empresa Individual de Responsabilidade Limitada), entre outros. A recomendação é que a análise da melhor opção seja feita por um contador habilitado.

Redação: Marcelo Matusiak
Coordenação: Marcelo Matusiak

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