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Ensino em genética para profissionais de saúde é debatido no Senado Federal

Tema esteve presente em Audiência Pública da Subcomissão Permanente de Assuntos Sociais das Pessoas com Deficiência

17.09.2019  |  234 visualizações

O tema central do encontro foi o ensino de genética para profissionais de saude para atender a política de doenças raras no Brasil. Durante a sua fala a representante da Sociedade Brasileira de Genética Médica e Genômica (SBGM), Débora Gusmão Melo, destacou que a força de trabalho hoje em todo o país é composta por apenas 305 profissionais e defendeu a reformulação da grade em cursos de medicina.

- É importante destacar a importância de ensinar genética para o não-especialista. É preciso que esse ensino seja contextualizado com a clínica, ou seja, não adianta ensinar genética teórica no primeiro ano de faculdade. Os alunos precisam ter contato com ambulatório e com paciente. É a partir dessa vivência que o aprendizado se torna mais significativo - explicou a representante da Sociedade Brasileira de Genética Médica e Genômica, Débora Gusmão Melo.

A médica também ressaltou a importância do encontro para tornar mais claro as diretrizes curriculares em relação ao perfil de competência.

- Fomos chamados a opinar um assunto em relação ao qual a SBGM trabalha muito como entidade que representa a especialidade. Por isso, avaliamos que foi um encontro muito positivo – completou.

O objetivo da reunião, realizada no dia 11 de setembro, foi discutir a falta de conhecimento da comunidade médica sobre essas enfermidades e as maneiras de reverter essa realidade por meio da inclusão de disciplinas específicas como aconselhamento genético e genética clínica no currículo das faculdades de Medicina e de outras profissões de saúde. O debate foi presidido pelo senador Romário (Podemos-RJ).

Pela definição do Ministério da Saúde, em conformidade com a Organização Mundial da Saúde, doenças raras são aquelas que afetam até 65 pessoas em cada grupo de 100 mil indivíduos, ou seja, uma para quase 2 mil indivíduos. Estima-se que entre 6% e 8% da população mundial manifeste alguma forma de doença rara. Dessas 80% são de ordem genética e em 75% dos casos atinge crianças.

Redação: Marcelo Matusiak

Coordenação: Marcelo Matusiak

  • Discussão no Senado Federal
    (Jane de Araújo/Agência Senado)

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