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Como evitar a inadimplência e cobrar inadimplentes

Artigo de Opinião: Especialista Sebrae, Saulo Roberto Henrich Morschel

03.02.2020  |  42 visualizações

A inadimplência entre as micro e pequenas empresas (MPEs) vem evoluindo em um ritmo crescente, e este é um quadro bastante preocupante. Segundo dados da Serasa Experian, o número de MPEs inadimplentes bateu recorde em abril, superando 5,4 milhões. O número é pouco maior do que o de março (5,38 milhões) e supera ainda mais o mesmo mês do ano passado (5,08 milhões).

O setor que mais sofreu foi o de serviços, que teve 10,9% de aumento em comparação com abril de 2018, contra 2,7% da indústria e 2,6% do comércio. A Região Sul apresentou a segunda maior taxa de inadimplentes (15,8%), ficando atrás somente da Região Sudeste (54,7%). O Rio Grande do Sul foi o quinto Estado com maior percentual de aumento (8,1%), somando 326.406 MPEs inadimplentes em abril, contra 301.841 no mesmo mês do ano passado.

De acordo com especialistas da Serasa Experian, “a inadimplência dos micro e pequenos empreendedores continua a crescer devido ao baixo desempenho da economia nos primeiros meses de 2019. Este movimento impacta as vendas, que diminuem o fluxo de caixa e prejudicam a receita, fazendo com que deixem de honrar seus compromissos financeiros”.

Mas por que a inadimplência é tão negativa?

Em primeiro lugar, a empresa pode ser incluída no cadastro de inadimplentes, que significa que, em qualquer dívida que expirar, o credor já pode entrar em contato com entidades de proteção ao crédito para denunciar o atraso no pagamento.

Ao ser negativado nessas instituições, o CNPJ de sua empresa será consultado sempre que alguém for fazer alguma transação com ela, podendo até impedi-la de efetivar uma compra ou conseguir um financiamento, por exemplo. Outras dificuldades também acompanham essas: impedimento de alugar imóveis, de abrir contras em banco e até de usar cheques, entre outras.

E o problema pode ser ainda maior, se os credores entrarem com ações judiciais, que, em casos extremos, podem acabar com penhora de bens e até intervenção na empresa para quitação das dívidas.

Se seu caso é este, então é melhor se planejar e buscar pagar as dívidas mais importantes, negociando com os credores, se for possível, e evitando ser negativado ou chegar até as vias judiciais. Dessa forma, você evita problemas maiores, ganha reputação e mantém um bom clima para continuar seus negócios.

Especialista Sebrae, Saulo Roberto Henrich Morschel

  • Especialista Sebrae, Saulo Roberto Henrich Morschel
    (Divulgação)

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