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Crianças são de baixo risco para coronavírus mas transmissoras do vírus

Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul recomenda que evitem o contato das crianças sintomáticas com avós e avôs

17.03.2020  |  1.767 visualizações

Os estudos mostram que as crianças estão mais protegidas contra o coronavírus. No entanto, isso não significa que os cuidados devam ser menores. Pelo contrário. Segundo o médico pediatra e diretor da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS), Benjamin Roitman, as crianças são de baixo risco para a doença grave. Porém, assintomáticas ou oligossintomáticas, são transmissoras do vírus.

“Se a criança adoecer não se deve deixar sob cuidado dos avós, estes, sim, um público de alto risco. Também estamos recomendando que, se possível, evitem a creche ou escolinha neste período. Havendo um quadro leve, evitar levar a criança para emergências ou postos de saúde. Pode-se fazer o tratamento em casa com analgésicos e higiene nasal mantendo o isolamento fazendo uso de paracetamol e dipirona, evitando o uso do Ibuprofeno”, explica.

Segundo especialistas, os anti-inflamatórios como o Ibuprofeno aumentam a quantidade de um receptor químico nas células que facilita a entrada do vírus em nosso organismo. O remédio mais indicado para combater os sintomas da covid-19 é o paracetamol.

O resultado de pesquisa relacionada à ação do Covid-19 nas crianças, foi publicado no The Pediatric Infectious Disease Journal, na última sexta-feira (13/03) e deixa mais evidente o que especialistas do mundo inteiro têm evidenciado: o coronavírus, em geral, causa menos sintomas e gera menos doenças graves no público infantil. Ainda assim, a Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou pela primeira vez, nesta segunda-feira (16), que já foram registradas mortes de crianças devido ao coronavírus.

Recomendações Básicas sugeridas na consulta com o pediatra:

1) Não cumprimente dando a mão, beijo ou abraço. Um sorriso e um cumprimento a uma certa distância é suficiente;
2) Lave bem s mãos ou use álcool gel 70% frequentemente;
3) Cuidados ao espirrar, tossir e usar lenços descartáveis já são largamente divulgados pela mídia;
4) Brinquedos não estarão disponíveis na sala de espera neste período;
5) Traga o menor número possível de acompanhantes junto co a criança que vem consultar; Não traga os avós, pois eles são os mais vulneráveis ao coronavírus;
6) Avise a secretário que é um caso de febre quando marcar a consulta;
7) Quadros leves, sem febre ou com febre baixa, podem ser tratados em casa;
8) Evite emergências que estão lotadas. Só saia de casa com a criança se realmente for importante.

Redação: Marcelo Matusiak
Coordenação: Marcelo Matusiak

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    (Ministério da Saúde)

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