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Voluntariado: Instrumento de paz, harmonia e alegria

Artigo de Opinião: Voluntária do Asilo Padre Cacique, Suzana Silva

26.08.2020  |  155 visualizações

Sou voluntária do Asilo Padre Cacique desde 2016 e sempre que subo as escadas da Instituição, deixo para trás todos os meus problemas e tristezas. 28 de agosto é o Dia Nacional do Voluntariado e acho importante dizer que ser voluntária não é trabalho: é uma missão de proporcionar uma qualidade de vida melhor para eles e aliviar seus sofrimentos, apenas os escutando, abraçando e dando carinho. Infelizmente, muitos não têm contatos com seus familiares, são carentes de atenção e você pensa que vai doar afeto, mas acaba recebendo em dobro.

A atividade que participava mais ativamente antes da pandemia era o baile das quintas-feiras, momento que dançava com os "guris" e "gurias". A dança é apenas o instrumento usado para se aproximar e conversar com eles. A gente vira criança, fazendo rodas, trazendo à tona canções antigas e brincadeiras. Muitas moradoras se enfeitam para este momento, que lhes tira um pouco da rotina. A gente procura elogiar e fotografar cada rostinho, o que os tira um pouco do anonimato em que alguns se sentem. Auxilio sempre que posso em atividades externas como passeios. Lembro quando levei um grupo pilchado para um chá no Parque Harmonia, no ano passado. A alegria deles ao descer do micro-ônibus e entrar no piquete jamais sairá de minha memória. Participei também de muitas peças teatrais, festas juninas e encenações do presépio vivo. Além do brechó beneficente.

Através do voluntariado, conheci funcionários de diferentes áreas que trabalham naquela casa, com muita dedicação e paciência, como uma família. Tive a oportunidade de me tornar amiga de pessoas especiais que já exercem o voluntariado há muitos anos, um aprendizado precioso para mim. Enfim, solidariedade e compaixão são sentimentos essencialmente humanos e virtudes cívicas que o voluntariado nos proporciona e tão ausentes na nossa sociedade atualmente, mas estritamente necessárias diante dos momentos difíceis que estamos passando.

Durante todo este ano, em função da pandemia, não pude mais visitá-los, semanalmente, como fazia. E o que mais sinto falta são dos abraços apertados, daqueles sorrisos e olhares. No entanto, sei que estão bem cuidados pelo Asilo Padre Cacique sob a presidência do Sr Edson Brozoza e só me resta orar a Deus para que continue protegendo a todos moradores e ao Sr. Alécio, Coordenador de Eventos, que está em recuperação de uma cirurgia oncológica e que em breve, possamos nos reencontrar novamente.

Voluntária do Asilo Padre Cacique, Suzana Silva

 

 

 

 

  • Voluntariado
    (Divulgação)

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