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Isolamento social contribui para queda de quase 8% nas mortes por acidentes elétricos

Notas e lançamentos

01.09.2020  |  69 visualizações

 

Um levantamento da Associação Brasileira de Conscientização para Perigos da Eletricidade (Abracopel) mostra que o país registrou nos primeiros seis meses de 2020 uma redução no número de mortes por choques, descargas ou incêndios elétricos. Em comparação com o mesmo período do ano passado, a queda foi de praticamente 8% Também diminuiu o número de total de ocorrências (incluindo as não fatais).

De acordo com a entidade, no total de 741 ocorrências com eletricidade registradas no Brasil entre janeiro e junho deste ano, houve 398 mortes. No primeiro semestre de 2019, foram mais ocorrências (826) e um número maior de vítimas que não resistiram: 434. As ocorrências incluem choques elétricos, incêndios por sobrecarga e descargas elétricas.

O levantamento abrange as ocorrências nas redes aéreas e nas moradias. Em uma e outra, no primeiro semestre de 2020 houve redução em relação ao mesmo período de 2020 - tanto no total de ocorrências, como no número de vítimas que vieram a morrer (ver tabela ao final do texto).

Ranking dos estados x choques elétricos

Os choques elétricos por região continuam mantendo uma tendência, sendo a Região Nordeste, novamente, a que apresenta os maiores números. A Bahia continua se destacando negativamente no ranking de mortes por choque elétrico por estado brasileiro. Em 2019, a Bahia foi campeã, com São Paulo aparecendo na vice-liderança, porém nos 6 primeiros meses de 2020, o estado de São Paulo caiu para 4º lugar e o Rio Grande do Sul subiu para a vice-liderança.

Explicação

Uma primeira análise poderia indicar uma contradição: se o primeiro semestre de 2020 foi marcado pelo isolamento social, em decorrência da pandemia de covid-19, as pessoas não estariam mais expostas aos riscos em casa e, assim, a tendência seria de aumento dos casos? Para o engenheiro eletricista Fábio Amaral, sócio-diretor da Engerey – empresa de Curitiba especializada no fornecimento de painéis elétricos para a indústria – a lógica é justamente inversa.

Com mais tempo em casa, explica Fábio Amaral, as pessoas estão mais atentas a eventuais falhas e defeitos, e se deparam com esses problemas antes que se tornem algo mais grave. “As pessoas estão sim usando mais produtos que exigem energia elétrica, como eletroeletrônicos, eletrodomésticos, ou carregando celulares. Porém, se algo acontece, as pessoas percebem imediatamente e podem corrigir antes que a falha se torne foco de sobretensão”, explica ele.

Orientações

A correção dos problemas, no entanto, não deve ser feita de forma improvisada, ou por alguém que não tenha conhecimento sobre eletricidade. Mesmo estando em casa, identificando um problema, a recomendação é sempre recorrer a um profissional, sublinha Fábio Amaral. “Também não se deve buscar a solução na internet. Problema de eletricidade deve ser resolvido por alguém preparado nessa área”.

O engenheiro eletricista reitera orientações fundamentais para se evitar acidente. Por exemplo, manter o uso de aparelhos elétricos longe de áreas úmidas. “O contato da eletricidade com a água é sempre muito perigoso”, ressalta. Vale ainda, acrescenta, advertir sobre o carregamento de celulares. Fábio Amaral lembra que o uso de celular enquanto está carregando é arriscado. “Pode haver superaquecimento da bateria e explosão, como aliás, não raro, vemos sendo noticiado pela imprensa”.

A utilização do dispositivo Diferencial Residual (DR) nos quadros elétricos também é indicada pelo especialista, pois protege contra choques elétricos. Contudo, apesar de ser de uso obrigatório desde 1997 (NBR 5410), sua exigência não é seguida na maioria das residências.

Redação: Assessoria de Comunicação Engerey

Edição e coordenação: Marcelo Matusiak

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