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Setembro verde é dedicado a prevenção do câncer de intestino

Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) alerta para a importância de cuidados preventivos que ajudam a reduzir os riscos

25.09.2020  |  213 visualizações

O Brasil registra, a cada ano, 36,3 mil novos casos de câncer de cólon e reto (também chamado de câncer do intestino ou colorretal), segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca). São 16,83 casos novos a cada 100 mil homens e 17,90 para cada 100 mil mulheres. É o terceiro tipo de câncer mais frequente em homens e o segundo entre as mulheres. Acomete o intestino grosso que é dividido entre cólon e reto

Diferentes tipos de câncer apresentam diferentes fatores de risco. Existe os fatores de risco modificáveis, com suspensão tabagismo e dieta rica em fibras e os não modificáveis como idade e histórico familiar.

“Os fatores de risco podem influenciar o desenvolvimento do câncer, mas a maioria não causa diretamente a doença. Ter um fator de risco ou mesmo vários, não significa que você vai ter a doença. Muitas pessoas com câncer colorretal não tem fator de risco conhecido.
Fatores que podem aumentar o risco de uma pessoa desenvolver câncer colorretal: obesidade, sedentarismo, dieta rica em carnes vermelhas, processadas, tabagismo, alcoolismo, idade acima de 45 anos, história pessoal de pólipos ou câncer colorretal, história familiar de câncer colorretal, síndromes hereditárias”, explica a médica coloproctologista, Ornella Cassol.

O tratamento depende do estágio da doença e da localização do tumor. As lesões iniciais podem ser removidas por colonoscopia. Os tumores são tratados por cirurgia, aberta ou videolaparoscópica e quando necessário os tratamentos são complementados com quimioterapia e radioterapia, dependendo do estadiamento.

“A colonoscopia é um exame realizado por um aparelho de fibra ótica, longo (180 cm) e flexível que é introduzido através do ânus e permite a visualização completa do reto e do cólon. Essa visualização ocorre através de uma câmera inserida na extremidade do colonoscópio, cuja imagem é enviada para um monitor, permitindo assim, a análise simultânea do interior do cólon. O equipamento também permite a inserção de outros instrumentos especiais para a remoção de possíveis pólipos ou biópsias. O exame é feito sob sedação e analgesia e permite que o médico examine detalhadamente o cólon. Os riscos do exame estão vinculados ao sangramento depois da retirada de pólipos, biópsias e perfuração intestinal”, completa a médica que é membro do corpo Clínico do Hospital de Clínica de Passo Fundo e Hospital Cristo Redentor de Marau; membro Titular Gediib (Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal do Brasil); coordenadora da Comissão interior RS do Gediib e professora do curso de Medicina da IMED.

A prevenção passa por hábitos saudáveis de vida. Nenhum alimento ou dieta pode evitar que a pessoa desenvolva um câncer, mas uma boa alimentação pode diminuir as chances de aparecimento da doença. 

Atividade Física é fundamental

Além da alimentação é importante observar a atividade física. O aumento do nível de atividade física reduz o risco de câncer colorretal e pólipos. A atividade regular moderada reduz o risco, mas a atividade vigorosa pode ter um benefício ainda maior. Aumentar a intensidade e a quantidade da atividade física pode ajudar a reduzir o risco. Em geral, as dietas ricas em vegetais, frutas e grãos integrais, com pouca carne vermelha ou processada, estão associadas a um menor risco de câncer colorretal. Estudos mostram que há ligação entre carnes vermelhas ou carnes processadas e o aumento do risco de câncer colorretal. Limitar o consumo de carnes vermelhas e processadas e ingerir maiores quantidades de vegetais e frutas pode ajudar a diminuir o risco da doença.

Prisão de Ventre

Alguns sintomas do câncer colorretal merecem atenção, como qualquer alteração do hábito intestinal, diarreia e prisão de ventre alternados, por exemplo. No entanto, independentemente dos sintomas, é fundamental e imprescindível que o paciente busque acompanhamento profissional médico. Afinal, esses sinais também podem indicar hemorroidas, verminose, úlcera gástrica e outros problemas não relacionados ao câncer. O tempo indicado para regular o intestino com uso de medicamentos depende muito de cada paciente.

Redação e coordenação: Marcelo Matusiak

  • prevenção do câncer de intestino
    (Freepik)

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