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Telas e crianças: uma necessidade atual mas que exige cuidado

Sociedade de Pediatria alerta sobre uso frequente de aparelhos eletrônicos e sugere pausas durante as aulas

12.03.2021  |  416 visualizações

O período de pandemia acompanhado do isolamento social, trouxeram um aumento médio de 30% no tráfego de internet no Brasil, segundo o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil). Baseado nisto, a oftalmologista pediátrica e membro da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS), Gabriela Unchalo Eckert, destaca Q o uso frequente de celulares, computadores e diversos outros aparelhos eletrônicos trazem consequências para a visão. Estes dispositivos emitem luz azul, e o principal efeito dessa luz é mexer no ritmo circadiano, o relógio biológico interno.

A especialista comenta que nas crianças os problemas visuais podem exigir tratamentos clínicos e, em alguns casos, necessitam de intervenções cirúrgicas. Além disso, a exposição aos aparelhos eletrônicos pode estar associada ao cansaço visual, dor de cabeça e ressecamento dos olhos.

“a criança quando usa estes dispositivos por muito tempo, realiza muito esforço visual para perto e pode induzir miopia e estrabismo convergente. Nossa grande preocupação com a pandemia são as aulas virtuais, onde elas estão mais expostas a esse tipo de tecnologia por mais tempo. AS crianças por estarem fazendo esforço excessivo para perto de forma prolongada, podem necessitar uso de óculos, por exemplo”, explica.

Em casos que a criança mexe no celular durante a noite, o ritmo circadiano pode ser afetado e comprometer o sono. Portanto, é importante evitar o uso de telas pelo menos 2 horas antes de dormir.

Gabriela sugere outras atividades que vão além das telas, já que no atual momento a pasta escolar está sendo totalmente virtual.

“Algumas crianças podem fazer o uso de colírio de atropina para evitar a progressão da miopia, mas o tratamento mais eficaz é tentar reduzir o período de exposição. Então, se as aulas estão sendo online, é necessário incluir outras atividades que não sejam com uso de telas de perto como assistir televisão ou Principalmente buscar programações ao ar livre em ambientes com plena segurança”, reforça.

Está comprovado, segundo a especialista, que a luz azul dos eletrônicos atrapalha o ritmo circadiano.

Uma dica importante é diminuir o brilho da tela para evitar desconforto e possível cefaleia. Além de diminuir a intensidade da luz, Gabriela orienta que a criança faça pausas e períodos de descanso para não ficar o tempo todo em frente à tela. É importante, também, certificar se a criança pisca excessivamente, o que pode ser sinal de ressecamento ocular e incômodo.

“Uma das recomendações para diminuir o esforço em frente aos aparelhos eletrônicos é que a cada 20 minutos, as crianças tenham 20 segundos para a olhar em direção ao horizonte, cerca de 6 metros. Até mesmo durante as aulas virtuais, seria interessante os professores fazerem pausas a cada 30 minutos, para desviar o olhar da tela e depois retornar. Isso ajuda as crianças descansarem o olhar para perto e evita maiores desconfortos oculares, como a indução de miopia e o cansaço visual”, afirma.

Outra sugestão é sincronizar o telefone ou tablet com uma SmartTV. Desta forma a criança acompanha a aula na tela grande. Ela continua sendo exposta a luz azul da TV, mas o esforço para perto é reduzido, diminuindo o risco de induzir miopia e estrabismo.

Redação: Fernanda Calegaro

Coordenação: Marcelo Matusiak

  • Telas
    (Freepik)

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